(Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)
No Pará o futebol é quase uma religião.
É um amor que derruba qualquer barreira e não importa se seu clube está em má
fase, a torcida lota o Mangueirão como uma forma de ser aquela injeção de ânimo
aos jogadores. Até o mais frio ser humano se contagia com o maior palco
paraense lotado. É uma paixão desmedida. É uma paixão diferente do qual é visto
em São Paulo, Rio de Janeiro e etc... É uma paixão singular que só quem vive
pode descrever.
Qual torcedor não tem fé no seu time?
Qual jogador nunca agradeceu a Deus por ter feito o gol do título? Futebol é
arte. Futebol é religião. Torcedor veste o manto sagrado, vai ao estádio,
grita, ‘esculhamba’ com a mãe do juiz, aplaude o zagueiro que salva o time
tirando a bola em cima da linha, e chora quando o título é conquistado. O
torcedor Paraense é assim. É do tipo que além do espetáculo no gramado, quer
fazer a sua parte na arquibancada, e faz de uma partida de futebol, uma obra de
arte. E assim disse Drummond: “Futebol se joga no
estádio? Futebol se joga na praia, futebol se joga na rua, futebol se joga na
alma”.
No último sábado, dia 27,
ocorreu mais uma rodada pelo Brasil dos campeonatos regionais. Na terra do
açaí, vimos mais um Remo e Paysandu. Dessa vez, o céu amazônico foi pintado de
azul marinho, assim como no sábado, dia 20, repetindo o mesmo resultado. O Leão
venceu o Papão por 2 a 1 carimbando a vaga para a final do segundo turno do
Campeonato Paraense (Taça Estado do Pará).
A classificação
azulina começou a se desenhar logo aos 5 minutos do primeiro tempo, quando
Leandro Cearense recebeu de Jonathan, e mandou um foguete sem chances ao
goleiro bicolor Paulo Rafael. O Paysandu tinha que ir pra cima, necessitava da
vitória para conseguir a vaga, com isso abriu espaços ao Remo, mesmo com a
vantagem, não ficou apenas se defendendo. Enquanto que as principais peças do xadrez
remista se destacavam, pelo lado do Paysandu, Eduardo Ramos, Pikachu e Iarley
não demonstravam a mesma força. Mesmo assim, logo no inicio de segundo tempo,
após boa jogada de Rafael Oliveira, que entrou no lugar de Iarley, fez boa
jogada, no rebote de Fabiano, Djalma empatou a partida. Mostrando que o
Paysandu não estava morto. Porém, aos 16 minutos, Clébson acertou um chute de
fora da área, Paulo Rafael falhou e a torcida vibrou com o segundo gol do Leão.
Por: Carlos Augusto Matos

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