Foto: Prefeitura de Belém.
Fundado em 24 de
abril de 1912, pelos empresários Carlos
Teixeira e Antônio Martins, o Cine Olympia é uma das relíquias na história do
Brasil e da Amazônia, completa esse ano 101 anos. Para celebrar mais um ano de
existência, o Cine terá uma programação especial, como todos os anos, terá a apresentação
do músico Robenare Marques executando a trilha sonora dos filmes “Em Algum
Lugar do Passado” e “Tempos Modernos” e Salomão Habbib executando a suíte
Olympia, de sua autoria, feita em homenagem ao cinema. Depois a programação exibirá
o filme mudo “Aurora” de F. W. Murnau, com acompanhamento musical ao vivo do
pianista Paulo José Campos de Melo, em parceria com a Fundação Carlos Gomes.
O cinema mais antigo do país tem uma
rica história. A princípio, foi idealizado para levar o cinema à elite de
Belém, inclusive os grandes barões levavam suas cortesãs como acompanhantes, e em
1912 consolidou-se como uma diversão popular e existiam cerca de 20 espalhados
pelos bairros da cidade, porém, alguns eram nada mais do que barracões com
telas improvisadas.
O cinema inaugurou o colunismo social
em Belém com a “Olympia Jornal”, produzido por Rocha Moreira, que era distribuído
na entrada da sala de projeção, seu conteúdo era basicamente programação e
curiosidades, assim como notícias do cinema e versos dedicados aos
frequentadores. Foi no Olympia que se exibiu o primeiro filme sonoro chegado à
Belém: “Alvorada do Amor”, opereta da Paramount Pictures com Maurice Chevalier
e Jeanette MacDonald, dirigida por Ernst Lubitsch, em novembro de 1930.
No fim dos anos 30 a empresa Teixeira
& Martins que era encarregada do cinema, não suportou os encargos financeiros
e vendeu o cinema, e outros que controlava, ao banqueiro Adalberto Marques.
Criou-se a “Cia. Cinematográfica Paraense Ltda”. Uma firma de vida curta. Em
1946 Marques vendeu todos esses cinemas ao exibidor cearense Luís Severiano Ribeiro, já
dono de salas em diversos Estados.
Em 1953 os estudantes de Belém exigiram
reforma do Olympia, bastante deteriorado na época. Severiano Ribeiro respondeu
comprando um terreno na Av. Nazaré e anunciando que ali construiria o Cinema S.
Luís “o maior do norte do Brasil”. Mas não só o novo cinema ficou nisso como o
Olympia permaneceu maltratado. Só em 1960 é que recebeu os requisitos de
conforto como poltronas estofadas e ar condicionado. No decorrer dos anos pouco
se fez pelo prédio e suas instalações e o cinema passou por diversas crises
para manter-se.
Hoje o cinema é um espaço cultural
administrado desde 2006 pela Fundação Cultural do Município de Belém, da
Prefeitura Municipal. É referência cinematográfica para todos os paraenses, e
apesar de atravessar uma fase sem muito brilho, ainda atraí os fãs.
Por Wanessa Aires.
Por Wanessa Aires.
Fontes: Diário do Pará e Cine Olympia.

1 comentários:
o blog ficou com uma cara muito bonita. É isso mesmo
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