quarta-feira, 24 de abril de 2013

101 anos do Cine Olympia

Foto: Prefeitura de Belém.

Fundado em 24 de abril de 1912, pelos empresários Carlos Teixeira e Antônio Martins, o Cine Olympia é uma das relíquias na história do Brasil e da Amazônia, completa esse ano 101 anos. Para celebrar mais um ano de existência, o Cine terá uma programação especial, como todos os anos, terá a apresentação do músico Robenare Marques executando a trilha sonora dos filmes “Em Algum Lugar do Passado” e “Tempos Modernos” e Salomão Habbib executando a suíte Olympia, de sua autoria, feita em homenagem ao cinema. Depois a programação exibirá o filme mudo “Aurora” de F. W. Murnau, com acompanhamento musical ao vivo do pianista Paulo José Campos de Melo, em parceria com a Fundação Carlos Gomes.

O cinema mais antigo do país tem uma rica história. A princípio, foi idealizado para levar o cinema à elite de Belém, inclusive os grandes barões levavam suas cortesãs como acompanhantes, e em 1912 consolidou-se como uma diversão popular e existiam cerca de 20 espalhados pelos bairros da cidade, porém, alguns eram nada mais do que barracões com telas improvisadas.

O cinema inaugurou o colunismo social em Belém com a “Olympia Jornal”, produzido por Rocha Moreira, que era distribuído na entrada da sala de projeção, seu conteúdo era basicamente programação e curiosidades, assim como notícias do cinema e versos dedicados aos frequentadores. Foi no Olympia que se exibiu o primeiro filme sonoro chegado à Belém: “Alvorada do Amor”, opereta da Paramount Pictures com Maurice Chevalier e Jeanette MacDonald, dirigida por Ernst Lubitsch, em novembro de 1930.
No fim dos anos 30 a empresa Teixeira & Martins que era encarregada do cinema, não suportou os encargos financeiros e vendeu o cinema, e outros que controlava, ao banqueiro Adalberto Marques. Criou-se a “Cia. Cinematográfica Paraense Ltda”. Uma firma de vida curta. Em 1946 Marques vendeu todos esses cinemas ao exibidor cearense Luís Severiano Ribeiro, já dono de salas em diversos Estados.

Em 1953 os estudantes de Belém exigiram reforma do Olympia, bastante deteriorado na época. Severiano Ribeiro respondeu comprando um terreno na Av. Nazaré e anunciando que ali construiria o Cinema S. Luís “o maior do norte do Brasil”. Mas não só o novo cinema ficou nisso como o Olympia permaneceu maltratado. Só em 1960 é que recebeu os requisitos de conforto como poltronas estofadas e ar condicionado. No decorrer dos anos pouco se fez pelo prédio e suas instalações e o cinema passou por diversas crises para manter-se.

Hoje o cinema é um espaço cultural administrado desde 2006 pela Fundação Cultural do Município de Belém, da Prefeitura Municipal. É referência cinematográfica para todos os paraenses, e apesar de atravessar uma fase sem muito brilho, ainda atraí os fãs.

Por Wanessa Aires.

Fontes: Diário do Pará e Cine Olympia.

1 comentários:

ismael machado disse...

o blog ficou com uma cara muito bonita. É isso mesmo

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