sexta-feira, 19 de abril de 2013

Relatório sobre extermínio de índios é encontrado 45 anos depois



No dia do índio um extermínio foi registrado e o documento foi encontrado 45 anos depois. O responsável por essa descoberta foi o vice-presidente do grupo “Tortura Nunca Mais” de São Paulo, Marcelo Zelic, que também é coordenador do projeto Armazém Memória, que é uma iniciativa de construção coletiva, com o objetivo de garantir ao povo brasileiro acesso a sua memória histórica.

O “Relatório Figueiredo” foi encontrado no Museu do Índio, no Rio de Janeiro, com mais de 7 mil páginas preservadas. Zelic já garante que o documento pode ser motivo de preocupação a diversos setores que possivelmente podem estar envolvidos nas denuncias da época. Segundo Marcelo, já existem manifestações de pessoas que possivelmente podem estar envolvidas para a desqualificação do documento. O Relatório pode se tornar um trunfo para a Comissão da Verdade.

Em plena ditadura, em 1967, a pedido do ministro do interior, Albuquerque Lima, a investigação teve o seu início. Investigou mais de 130 postos indígenas e apurou matanças de tribos inteiras e tortura. “Consistia na trituração dos tornozelos das vítimas, colocadas entre duas estacas enterradas juntas em um ângulo agudo. As extremidades, ligadas por roldanas, eram aproximadas lenta e continuamente”. Uma das inúmeras passagens brutais do texto redigidas pelo procurador Jader de Figueiredo Correia. 

Por Carlos Augusto Matos

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